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quarta-feira, outubro 27

ENTREVISTA- GONÇALO ALVES EM DESTAQUE NO SITE DA FPP


foto:juvehoquei

Gonçalo Alves está a ser um dos grandes protagonistas no regresso do Sporting aos seniores de Hóquei em Patins: em três jogos, equivalentes a igual número de vitórias expressivas, marcou 17 golos, tendo, ainda, apontado mais três no encontro com o Castrense, interrompido ao intervalo devido a uma falha energia.

O jovem craque estreia-se, aos 17 anos, de modo fulgurante na III Divisão, dando sequência ao notável trabalho que tem desenvolvido nas camadas jovens: «Está a ser muito bom, mas, quando se trabalha bem durante a semana, e há um colectivo de qualidade, é natural que os resultados apareçam. Queremos ser campeões da III Divisão, temos potencial para isso, e vamos lutar em cada sábado. Depois, logo se vê», afirma Gonçalo Alves, evidenciando uma segurança invulgar no discurso.
Os sonhos de Gonçalo Alves não se limitam a esta época: «Quero levar o Sporting à I Divisão e, nessa altura, analisarei o meu futuro. Depois de ter sido bicampeão europeu de Sub-17 e campeão da Europa, em Sub-20, pretendo jogar na Selecção Nacional A e trabalhar para ser campeão da Europa e do Mundo».
O hoquista detém dois títulos de campeão nacional de iniciados e juvenis no Sporting, mas foi no FC porto que começou a dar os primeiros passos, tendo começado a patinar com um ano e meio: «No Porto, há uma coisa que não existe em Lisboa: mentalidade. Interessa ganhar e não importa quem entra. O António Livramento falou com o meu tio [Paulo Alves, n.d.r] e disse que tinha de ser jogador do FC Porto. Comecei nas escolinhas, mas, depois, tive de ir para o Famalicense, devido à incompatibilidade de horários entre os treinos e a escola. Fiquei durante quatro anos e surgiu o convite do engenheiro Gilberto Borges, a quem agradeço o esforço que tem feito pelo Hóquei em Patins do Sporting. O clube está a ser a minha rampa de lançamento».
Gonçalo Alves continua a ser treinado por Quim Zé, seu pai, com quem trabalhou, também, no FC Porto e no Famalicense: «É fácil trabalharmos juntos. Foi através dele que aprendi mais, mas também admiro o meu avô e meu tio. [Paulo Alves] Tem uma carreira brilhante, com campeonatos europeus e mundiais, e quero fazer igual ou melhor do que ele. O apoio da minha mãe é importante e torna-se mais fácil estar com o filho e o marido, porque gosta de hóquei em patins».
Espanha e Itália no horizonte
Gonçalo Alves admite que gostaria de actuar nos campeonatos de Espanha e Itália: «São os melhores do mundo e seria bom jogar nestes países. Pode ser que isso aconteça».
Cinco ídolos de sonho
O hoquista tem, além das referências familiares, cinco heróis que o encantam: «Gosto de ver jogar Reinaldo Ventura, Pedro Gil e Pablo Alvarez. Em relação a treinadores, admiro Franklim Pais e António Livramento».
Dupla de luxo
Mário Rodrigues, outra grande esperança do Sporting, tem formado dupla com Gonçalo Alves, evidenciando-se, também, como goleador e assistente mortífero: «É muito bom tecnicamente, mas, sem dois defesas e um guarda-redes –o Igor Alves tem muita qualidade - , não conseguimos nada».
Estudos são prioridade
Gonçalo Alves é, também, um exemplo a nível académico. Apesar das dificuldades em conciliar os estudos com treinos e jogos, frequenta o décimo segundo ano e pretende ingressar na faculdade: «Quero tirar economia, porque é importante ter um curso superior. Não é fácil, mas, com esforço, tudo se consegue».

quinta-feira, dezembro 10

JORGE GODINHO EM GRANDE ENTREVISTA AO "CARTÃO AZUL"

O blogue "Cartão Azul" está de volta e para começar nada melhor do que um grande entrevista a Jorge Godinho, novo treinador do H.C.Os Tigres,da qual fica aqui uma pequena parte:
Jorge Godinho é uma figura incontornável do hóquei patinado Português, seja a nível nacional no geral, seja a nível regional em particular, como jogador, jogador-treinador ou treinador, deixou a sua marca por onde passou. Esta época pegou na equipa de juniores do SC Tomar com o intuito de assegurar a presença da equipa no nacional, mas entretanto surge o convite dos Tigres de Almeirim para liderar a equipa na zona Centro da 3ª divisão rumo á 2ª divisão. O Cartão Azul foi ter com o Jorge Godinho para falarmos desta mudança, das novas regras e de hóquei, neste regresso do Cartão Azul á Blogsfera, porque apesar da situação profissional se manter o “bichinho” do hóquei e as várias mudanças que o hóquei Ribatejano tem tido nestes últimos tempos merecem um esforço suplementar, para que os visitantes deste espaço fiquem informados destas situações.

CA – Bom dia Jorge, em primeiro lugar felicidades para este novo desafio e obrigado mais uma vez pela tua disponibilidade para com o Cartão Azul. O que te levou a aceitar este desafio?
JG – Olá Francisco, é sempre um prazer contribuir para o teu blog, e sabes que podes contar sempre com o meu contributo. Respondendo á tua questão, aceitei o desafio que me foi proposto pela direcção dos Tigres de Almeirim porque é um desafio muito interessante. Objectivo de subir de divisão, conhecimento dos jogadores, e uma vontade enorme de por Almeirim no mapa hoquista, foram estas as motivações que me levaram a aceitar o convite.
CA – Estando toda a tua actividade profissional e a tua vida particular sediadas em Tomar, a ida para Almeirim e as centenas de quilómetros semanais inerentes á distância que separa ambas as cidades, não poderá vir a ser um entrave no projecto?
JG – Não. A quilómetros já eu estou habituado ao longo da minha carreira. E depois, quando há um convite aliciante, os quilómetros são coisas que nem pensamos. Pensei sim no projecto. E depois, há que mudar de clubes, conhecer novas pessoas! Não sou daqueles que estava á espera que um dos colegas das equipas da zona corre se mal para poder entrar. Quando tive em clubes da zona havia muitos sempre á espera que corre se mal, a dizerem coisas só para destabilizar. Como tal, aceitei este convite longe da área de residência.
CA – Mudando agora para a equipa, que HC “Os Tigres” podemos esperar sob a tua batuta? Um candidato assumido, ou uma equipa á espera do deslize dos presumíveis candidatos, para “assaltar” a liderança?
JG – Os Tigres vão entrar para cada jogo com intenção de ganhar. Sabemos que temos um bom lote de jogadores para uma 3ª divisão, mas não chega! Há um lote de 5, 6 equipas bem apetrechadas que vão lutar connosco para serem felizes. Alias, este ano a 3º divisão está muito animada, o que é óptimo para o Ribatejo.
CA – A tua equipa é constituída por alguns jogadores com provas dadas no hóquei, achas que essa experiência, aliada á tua e aos teus conhecimentos poderá fazer com que a equipa de Almeirim venha num futuro próximo a ser referência no hóquei Ribatejano?
JG –Espero que sim! Há de facto bons jogadores, mas é em equipa que se ganha os jogos. Espero tirar tudo dos jogadores, para que em conjunto possamos fazer uma boa equipa.
CA – O HC Mealhada é verdadeiro candidato, visto que consegue ter a experiência do Marco Rosmaninho e do Lima aliada á juventude do Filipe Vaz e Pedro Coelho tudo isto sob o comando do Vasco Vaz, ou achas que numa zona com vários candidatos, isso poderá não ser suficiente?
JG – Sim, de facto a Mealhada tem sido muito regular. É uma equipa que já joga junta há alguns anos, muito bem orientada por um ídolo de infância naquelas equipas do Sp. Tomar que tiveram anos e anos na 1ª divisão,Vasco Vaz, e que tem jogadores acima da média para uma 3ª divisão.
Leia a entrevista na integra no Cartão Azul:
http://cartaoazul.blogspot.com/2009/12/novo-desafio-subida-2-divisao.html

sexta-feira, novembro 13

Falta clubismo e amor à camisola no hóquei do concelho de Vila Franca de Xira

O hóquei em patins está a morrer no concelho de Vila Franca de Xira. A opinião é de Valter Neves, jovem jogador de 26 anos, residente em Vila Franca de Xira e formado nas escolas do Futebol Clube de Alverca, que actualmente compete pelo Sport Lisboa e Benfica e que integrou a comitiva da selecção nacional no último campeonato do mundo.

Valter Neves, nascido em Torres Vedras mas criado em Alverca, diz ficar “triste” quando vê a modalidade que adora cair no esquecimento colectivo. “Quando eu comecei a jogar hóquei no Alverca havia uma rivalidade saudável entre Vila Franca e Alverca, que mobilizava as pessoas e enchia pavilhões. Isso agora está diferente e é pena. Fico um pouco triste porque vou jogar a campos noutras localidades e noto que as pessoas se reúnem para um objectivo e sentem aquilo como sendo uma coisa sua. Sentem o clubismo, estão juntas e reúnem-se a puxar pela equipa. Aqui não”, desabafa a O MIRANTE.

Recordando os tempos em que o pavilhão do hóquei de Alverca se enchia para ver os jogos, Valter lamenta que “os miúdos que queiram evoluir na modalidade têm de ir para Lisboa ou Alenquer” e que a modalidade “já teve uma grande tradição aqui na zona mas deixou-se perder essa tradição. O hóquei morreu muito relativamente ao que era”.

Com um patamar invejável na competição, destacam-se os títulos de campeão europeu de juvenis, 3 vezes vice campeão nacional de seniores, vencedor de 3 taças latinas, vencedor da Taça das Nações, 2 medalhas de bronze em campeonatos da Europa e 2 medalhas de bronze em campeonatos do Mundo. Valter mudou-se para Vila Franca de Xira há seis anos e diz-se satisfeito com a cidade que já considera sua. “Vi crescer várias estruturas e espaços com os quais me identifico, nomeadamente o parque urbano e o passeio ribeirinho. Apesar de ter vivido grande parte da vida em Alverca considero-me um vilafranquense”, diz com um sorriso.

Vestir a camisola da selecção foi apenas o último passo deste jovem que aos 14 anos trocou Alverca pelo Clube Desportivo de Paço D`Arcos, onde esteve até 2003. “Na altura o Benfica estava numa posição delicada na tabela e o Paço D`Arcos bem colocado. Acabei por ser escolhido para ir para o clube do meu coração. Falta-me só um titulo sénior a nível nacional e este ano o Benfica tem uma nova dinâmica e novos métodos de trabalho que nos fazem estar em primeiro e acredito que esta época vai ser boa em resultados”, garante.

A participação no último mundial foi motivo de orgulho, onde a selecção nacional conseguiu enfrentar os campeões do mundo nas meias-finais e, apesar da derrota por 2-1, “fizemos um bom jogo e dignificámos as cores nacionais”. Quando ouve o hino ainda sente o calafrio da responsabilidade. “Para todos os jovens que gostam de hóquei e gostavam de seguir na modalidade eu digo para seguirem o sonho, trabalharem muito e se não conseguirem alcançar o que pretendem a nível local persigam-no lá fora. Nunca desistam apesar das dificuldades”, conclui.
In O Mirante Online

quinta-feira, novembro 5

OS TIGRES-CARLOS GARÇÃO FALA AO JORNAL O MIRANTE

O ex-internacional do hóquei em patins português Carlos Garção foi o treinador que a direcção do Hóquei Clube “Os Tigres” escolheu para reorganizar a equipa sénior. O clube está a apostar forte para a temporada de 2009/2010, que já se iniciou. Milita na 3ª Divisão Nacional e perante os nomes que compõem o plantel, é um dado certo que estamos a falar de uma das equipas mais fortes da prova.
Os almeirinenses reforçaram-se com Ivo Ribeiro, Sandro, João Silva e Leandro Santos, todos ex-Sporting de Tomar, Ivo Saldanha (ex-Alenquer), Filipe Vicente (ex-HC Sintra), João Patrício (ex-Vialonga), aos quais se juntam as continuidades do guarda-redes Alberto e ainda de Mário Almeida.
É efectivamente uma equipa forte. Mas Carlos Garção não arrisca uma garantia de subida. “É uma equipa jovem e precisa de tempo para se organizar, não podemos dizer que vamos subir, há muitas outras equipas com muito valor”, referiu.
Vim para Almeirim porque gostei do projecto que me foi apresentado. Ninguém me exigiu nada, apenas me foi pedido que trabalhasse a equipa e que fizesse dela um bom grupo e capaz de praticar bom hóquei em patins. Isso está a ser conseguido, e acredito que vamos lutar pelos primeiros lugares, isso não tenho dúvidas, agora garantir a subida não se pode dizer. Vamos falar menos e trabalhar mais, e no fim faremos as contas”, referiu com honestidade Carlos Garção.
Estamos a formar uma equipa do zero, e isso não é fácil. Tivemos que nos sujeitar aos jogadores que estavam disponíveis e às possibilidades do clube, é sempre uma coisa complicada. Mas temos um plantel que me dá garantias de lutar pelos três pontos em todos os jogos. Depois no final logo se vê”, referiu o técnico.

Leia a reportagem total ao Hóquei Patins da equipa Os Tigres de Almeirim, onde o Presidente Carlos Taborda também fala do hóquei Almeirinense:
http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=416&id=59079&idSeccao=6387&Action=noticia

domingo, julho 12

GRANDE ENTREVISTA- RAFAEL OLIVEIRA

Agora que terminou a época hóquista, Mascote Dino foi ao encontro do homem que esteve á frente do leme do Alenquer e Benfica neste último ano e meio. Após ter dado os primeiros passos no hóquei há largos anos no Alenquer, este Alenquerense de seu nome Rafael Oliveira chegou ao fim de mais um ciclo a defender as cores do Alenquer e Benfica, mas nunca deixará de ser mais um dos nossos mesmo longe, conforme as suas palavras o vão demonstrar.
A seguir a entrevista que amavelmente nos concedeu:
-Agora que a época acabou, que balanço fazes da mesma? R:
- Do ponto de vista desportivo, foi um balanço tremendamente positivo pois alcançamos todos os objectivos a que nos propusemos e nalguns aspectos acabámos por os superar, pois se em seniores alcançamos o que nos foi proposto, já em juniores fomos campeões distritais e esse nunca foi o nosso objectivo, sabíamos era que trabalhando bem e indo ao encontro do que pretendíamos em termos de evolução, esse resultado era possível e foi o que veio a acontecer, mas o mais importante foi sempre dar a esses jovens, capacidades que lhes pudessem ser úteis no futuro e isso aconteceu, as duas equipas eram mais equipas e equipas mais maduras e mais ligadas no final da época, significa que houve evolução e isso é o que qualquer treinador que se preze deve exigir de si próprio e do trabalho que faz ao serviço seja de clubes seja de selecção. Ainda em relação aos seniores, conquistámos o Torneio Cidade de Estremoz em compita com o Sporting de Tomar, Estremoz e Marrazes e ficámos em 3º no Torneio Cidade de Tomar, em compita com o Sporting local, Cascais e Entroncamento, só na Taça de Portugal a equipa não teve à altura dos últimos anos, sendo eliminada na 1ª eliminatória que disputou, através da marcação de grandes penalidades, num jogo dramático que eu segui, ouvindo o relato pela internet desde o outro lado do Mundo, pois estava ainda no Japão nesse dia em que, precisamente nos tínhamos tornado Vice campeões do Mundo com a nossa selecção feminina. Ainda em juniores, ficámos em 2º no nosso torneio, atrás do Paço d’Arcos e à frente do Hóquei Clube de Santarém, ficámos em 2º numa participação brilhante recorrendo a um misto de juniores com juvenis, no Torneio Internacional Cidade de Santarém, ficando atrás do Paço d’Arcos e à frente do Santarém e dos Lobinhos e por fim também no Torneio Internacional de Alverca, também com uma brilhante participação onde se praticou muito bom hóquei, ficámos em 2º lugar atrás do Sintra e à frente do Paço d’Arcos e do Infante Sagres.
-Todos sabem que este ano no Alenquer havia divergências entre Secção de Hóquei e Direcção. De que forma isso afectou o teu trabalho?
R:
- Afectou de varias maneiras, primeiro porque havendo uma guerra instalada dentro de um clube, o ambiente nunca é saudável, existe sempre uma tensão que é prejudicial, para alem das coisas que se vão dizendo e que muitas vezes num cariz de ofensa e ou de provocação, levam a tomadas de posição que nunca são boas para ninguém, até porque sendo eu uma pessoa que vive e sente o clube desde os meus 6 anos de idade, teria forçosamente que pensar e ter opinião formada que por sua vez também acabou por desagradar a alguns. Mas acima de tudo senti-me enganado, porque no inicio da época nada fazia pensar algo parecido com o que aconteceu pois inclusivamente no dia da apresentação da equipa, 1º dia de trabalho, o Presidente do Clube, o Tesoureiro e o Director para o hóquei em patins que por sua vez fazia parte da secção, estiveram presentes no balneário dando não só as boas vindas a todos, mas também transmitindo o apoio da direcção, dizendo-nos que nos apoiavam e estariam connosco na luta de forma a dignificarmos todos em conjunto o Sport Alenquer e Benfica, portanto a obrigação de todos estas pessoas era saberem entender-se, mas isso não aconteceu e o que se passou foi um virar de costas que levou a quebras de compromissos, no meu caso tenho ainda bastante dinheiro para receber do clube, pois eu moro no Entroncamento e para ir treinar tinha de fazer quase 200 quilómetros por dia o que se tornava numa despesa muito grande e que eu passei a suportar do meu bolso. Claro que isso afecta qualquer um, pois não é fácil estar a dispor do orçamento familiar, tirando da minha família para dar ao clube e depois ouvindo as pessoas a dizer que não eram responsáveis, então quem era? Eu fui treinador de que clube? A equipa que ficou em 10º no Nacional da 2ª Divisão seria de onde? os juniores que foram campeões distritais representavam que clube? Como é possível algo de tamanha irresponsabilidade e de falta de compromisso não nos afectar? Mas também te digo, que apesar de tudo o Rafael nunca baixou os braços, nunca desistiu, outros teriam abandonado, o Rafael manteve-se ao leme e levou a nau a bom porto, cumprindo com todos os seus compromissos, honrando o clube do meu coração, nunca deixando cair a toalha e no fim poder estar orgulhoso do trabalho que fiz em condições tremendamente difíceis a todos os níveis, de cabeça erguida e consciente do meu dever cumprido, coisa que o clube não fez comigo.
-A nível do Balneário. Sentiste que essas divergências também tiveram influência no rendimento dos jogadores?
R:
- Claro que tiveram, os jogadores não são máquinas, são seres humanos que pensam e reagem em conformidade com o que pensam, como é que se acha que um plantel se sente quando percebe que os responsáveis do clube e da secção não se entendem e que não só não se entendem como ainda se atacam uns aos outros e que por causa disso não cumprem com as suas obrigações? Nem sequer está aqui em causa quem tinha razão, está em causa o real interesse do clube e o real interesse na sua equipa, estes atletas foram abandonados, foram envolvidos numa guerra que não era deles e alguns ainda foram maltratados e ouviram coisas que não lembram ao diabo, quando a única coisa que queriam e estavam a fazer era defender as cores do Alenquer e Benfica e foram maltratados e ofendidos por esse motivo, mas justiça seja feita, porque à excepção do Fábio que nos últimos 2 jogos não teve juntos dos companheiros, nenhum deles baixou os braços, lutaram até ao ultimo dia pelos objectivos do clube, com a maior dignidade, defenderam até ao ultimo dia aqueles que os abandonaram e deixaram de cumprir com eles e que ainda os maltrataram. Nas nossas conversas teve sempre presente o clube e a história do clube e tudo o que este clube representa no hóquei em patins, todos sabem que o clube fica, perpetua-se no tempo a sua história está sempre viva, ao contrário das pessoas, que passam e mais tarde são lembradas pelo bem ou pelo mal que fazem, mas passam e o clube fica, foi isso que o grupo de trabalho teve sempre presente e se em determinados momentos a equipa ficava triste e confusa pelo que ouviam e pela forma como as coisas se iam passando á sua volta, também é verdade que soubemos transformar tudo isso em energia positiva e soubemos sempre dar a volta e o resultado final está aí a comprovar, mas que tudo teve influência no rendimento, concerteza que sim, não foi por acaso que a equipa tinha melhor comportamento e jogava mais solta fora do que em casa.
-Com o plantel que tinhas ao teu dispor, consideras o trabalho positivo, pois a manutenção foi assegurada ou não foi feito tudo o que estava ao vosso alcance?
R:
- Esta equipa era aquela que ninguém acreditava, que todos diziam no inicio que estava condenada à descida, tal como já estão a fazer com a equipa do próximo ano, depois a determinada altura quando se conquistaram uns pontos já todos achavam que a equipa tinha de estar nos primeiros lugares, coisa de loucos, muda-se de opinião tão facilmente como se muda de camisa, mas uma coisa é certa, nós trabalhámos muito, esta equipa esteve sujeita a muito trabalho e sabíamos que esse trabalho tinha de dar frutos, agora também eu acho que em função desse trabalho e em função do que a equipa mostrou em determinados jogos, podíamos ter conquistado mais 10 ou 12 pontos, o que nos daria uma tranquilidade e uma confiança que nos poderia catapultar para melhor performance, mas tal como disse atrás, a tranquilidade desta equipa nem sempre foi respeitada e isso fez-se sentir, os atletas queriam tanto mostrar e queriam tanto conseguir calar certas bocas maldizentes, que a ansiedade acabava por os prejudicar. Por outro lado se fizermos uma comparação em relação a outros plantéis, o nosso era dos menos experientes, veja-se a Amadora, o Nafarros, o Campo de Ourique, o Entroncamento, o Estremoz, de todas as seis equipas que ficaram atrás de nós só o Vilafranquense tinha uma equipa pior do que a nossa e mesmo assim quando jogou connosco criou-nos grandes dificuldades, portanto fazer melhor era muito difícil, mas se o fizéssemos seria só pelo mérito dos atletas e pelo muito trabalho que todos fizemos ao longo da época e repito com mais tranquilidade era possível fazer um pouco mais, mesmo defendendo aqueles que não cumpriam connosco.
-Depois de muitos anos afastado do Alenquer, o que encontrastes era o esperado?
R:
- Não de maneira nenhuma, eu sabia que ia encontrar dificuldades pois as coisas não estão fáceis para ninguém, sabia que a organização do clube tinha problemas, mas nunca pensei que fosse tão mau, só esta época vi algum método e alguma organização ao nível da secção de hóquei, mas acabou por ser prejudicada pelas guerras internas, mas para um clube que ainda estava na 1ª divisão era inacreditável o que se passava, pois quando me pediram no final da época passada para pegar na equipa para que as coisas não caíssem ainda mais, eu não pensava que fosse encontrar a equipa tão no fundo a todos os níveis, nem o próprio clube tão desligado com cada pessoa da sua estrutura de costas viradas, parecia que tinha entrado num pesadelo.
-Pelo que vistes, para um clube com tantos anos de experiência de 1ªDivisão que achastes dos aspectos organizativos?
R:
- Não posso classificar algo que não existia, não havia organização, só a boa vontade de 1 ou 2 pessoas que teimavam em fazer com que o barco andasse e aí tenho de destacar alguém que foi muito maltratado, mas que se esforçava como ninguém para corresponder ao esforço que o grupo estava a fazer, alguém que nem tinha grande historia no hóquei, alguém que mesmo sofrendo de doença grave, nunca baixou os braços e esteve sempre presente, dava sempre a cara, falo do Mário Coelho, foi um exemplo e uma inspiração para todos nós, também por ele lutámos e quisemos dedicar-lhe a nossa presença na Final Four da Taça de Portugal, que em função do que se passava, foi algo fantástico e merecido.
-Em teu entender qual é o lugar do Alenquer no hóquei em Patins?
R:-
Se olharmos ao historial do clube, o Alenquer e Benfica deve estar sempre na vanguarda dos clubes com hóquei em patins, mas nunca deve perder de vista que a sua tradição é a de um clube formador, o estar na 1ª, na 2ª ou até mesmo na 3ª divisão prender-se-á com aquilo que for feito em termos da formação do clube, se esta for valorizada, se houver uma boa coordenação e bons técnicos a trabalhar nesta área, se houver um esforço de todos na mesma direcção e se por fruto disso se conseguir ter bons atletas na equipa sénior, atletas competitivos e evoluídos táctica/tecnicamente, então teremos um Alenquer sempre competitivo e pronto para jogar contra qualquer equipa, porque potencial há muito no clube, o que tem existido é muita falta de competência na área da formação e uma falta muito grande de aposta nesses atletas, embora a falta de aposta em anos anteriores tenha a ver com a fraca qualidade do trabalho nesta área. Se um dia houver uma boa organização, capaz de fazer um trabalho sustentado, o Alenquer estará ou voltará a estar sem dúvida, a um nível muito elevado no hóquei em patins nacional.
-O que te faltou fazer no Alenquer?
R:
-Consolidar o trabalho iniciado, pois os passos que se deram este ano foram passos muito importantes em relação ao futuro e que temo possa vir a estar comprometido, até porque um clube como o nosso não se compadece não só com falta de organização e falta de capacidade de liderança, como também não pode estar sempre a começar de novo e muito menos a estar sujeito ás vontades e ou caprichos de directores ou seccionistas de ocasião, que muitas vezes só aparecem para se promoverem ou para defender os interesses dos seus filhos.
-Destaca um ponto positivo nesta tua passagem pelo clube?
R:
- A constatação de que apesar dos graves problemas o hóquei em patins em Alenquer ainda desperta muitas paixões, ainda tem uma força e uma importância incríveis no concelho, os relatos da Voz de Alenquer são ouvidos por todo o concelho e não só, o hóquei em Alenquer apesar de muito maltratado e muito mal vestido, ainda está bem vivo, só precisa de alguém que lhe pegue e lhe proporcione dar passos sólidos e sustentados, assim como considero positivo ter verificado que na área da formação existem pessoas capazes de criar condições para que o clube cresça e se direccione, basta essas pessoas assumirem-se e decididamente lutarem por aquilo em que acreditam, tomando as rédeas do clube e afastando aqueles que se posicionam á dezenas de anos e que são os que têm contribuído para o retrocesso do clube, são sempre os mesmos e nunca são responsáveis por nada, como eles próprios dizem, elegem-se por 1 ano, depois voltam a eleger-se, mas já não são responsáveis pelo que fizeram no ano anterior, porque a direcção era a outra, embora as pessoas sejam sempre as mesmas, mas isto só acontece, porque esses jovens de quem eu falo não se chegam á frente e vão vendo todos os anos mais do mesmo, mesmo que isso vá contra aquilo que eles acham que é correcto e que prejudica o próprio investimento que fazem nos seus filhos.
Do ponto de vista pessoal, considero positivo ter alcançado em Alenquer todos os objectivos a que me propus e que me foram propostos, fiquei muito honrado por ter sido nomeado PERSONALIDADE DESPORTIVA DO ANO DE 2008 pela Câmara de Alenquer, fruto não só por ter conduzido o clube á Final Four da Taça de Portugal em condições muito adversas, mas também por ter sido Vice-campeão do Mundo no Mundial do Japão com a Selecção sénior Feminina, depois este ano tive um prazer muito especial em trabalhar com a equipa de juniores e conseguir mais um campeonato distrital para o clube.
Mas um aspecto que eu considero não só positivo, mas nuclear foi o facto de ter trabalhado este ano, directamente com o Bruno Monteiro e com o Paulo Miguel, acima de tudo por terem sido eles dois os grandes responsáveis pela continuidade do hóquei sénior em Alenquer e por tabela alguns escalões como juniores e juvenis em que a tendência era a debandada para outros clubes, eles que foram tão ofendidos e tão maltratados são os grandes responsáveis por aquilo que a actual direcção do Alenquer está afazer e que não queria fazer, que era ter hóquei sénior. Esse mérito ninguém lhes pode tirar, quem gosta de hóquei a eles deve agradecer e eu sinto-me muito orgulhoso de ser não só amigo deles, mas também ter sido companheiro nessa luta, uma luta muito, mas mesmo muito difícil. A eles enquanto homem do hóquei e enquanto sócio do Alenquer e Benfica, o meu obrigado.
-Já agora, um ponto negativo?
R:
- Do ponto de vista pessoal o facto de não ter sido reconhecido ao nível do meu clube, pelos factos que fui reconhecido pela Autarquia e de uma maneira geral a nível nacional, é estranho sermos felicitados por tanta gente, desde colegas treinadores e alguns bastante conceituados, ao pé dos quais tenho muito que aprender, dirigentes de clubes, de Associações, de Federações, atletas, amigos e conhecidos, jornalistas; e pelos dirigentes do nosso clube nem um aperto de mão, nem um simples: Parabéns, e não falo só em termos do alcançado ao nível das selecções, mas também dos êxitos do próprio clube, pois nos momentos difíceis recebi muitos telefonemas de apoio, tal como recebi felicitações, quando corria bem ou quando correu bem, coisa que dentro do clube nunca aconteceu. Mas o aspecto que eu considero mais negativo é saber que dentro do Sport Alenquer e Benfica há pessoas que ainda ambicionam acabar e destruir o hóquei em patins. Isso sim é preocupante e negativo, pois com o resto eu lido bem, sou alguém habituado a dar a volta por cima, sou um sobrevivente, sou alguém que acredita que é possível, como diria alguém: SIM, NÓS PODEMOS.
-Quanto ao teu futuro vai passar só pelas selecções femininas ou vamos ter Rafael Oliveira a treinar um clube?
R:
- Decididamente o meu futuro próximo irá passar só pelas selecções, foi um decisão que tomei já à alguns meses atrás, quando te comuniquei que em circunstancia nenhuma ficava em Alenquer, decidi também que dificilmente aceitaria alguma proposta de outros clubes, embora tenha analisado algumas situações com enorme seriedade e as quais agradeço a esses clubes que me propuseram ser seu treinador, mas houve um factor que esteve sempre presente que é o tempo que tenho de dedicar às selecções, pois no inicio de Setembro tenho o Campeonato da Europa de sub 19 que vai decorrer na Mealhada e em Outubro (todo o mês de Outubro) tenho os estágios finais e o Campeonato da Europa de seniores, que irá decorrer no norte de França e que me vai ocupar até ao ultimo dia desse mês, o que se torna verdadeiramente incompatível com o trabalho que uma equipa sénior de clube obriga, até porque a época passada quando da minha ida para o Mundial no Japão e embora tenha regressado a meio de Outubro, essa experiência revelou-se complicada, pois ao estar 1 mês afastado, a equipa ressentiu-se disso e tive de recomeçar quase do principio algumas coisas que tinha deixado alinhadas quando me ausentei, ora não é justo que os clubes saiam prejudicados por esse motivo, porque mesmo que fique alguém da nossa confiança nunca é a mesma coisa e nem é fácil os clubes terem essa possibilidade, no futuro logo se vê, mas a seu tempo analisaremos o que se nos propuser, desde que compatível, até porque também tenho em mente encetar um trabalho no hóquei feminino ao nível de clube, desde que seja algo com projecto. Mas quero dizer-te que este ano não vou deixar o bichinho do hóquei morrer à fome, pois será possível trabalhar com uma equipa de miúdos sem que isso me prejudique nas selecções e ao mesmo tempo permite-me ter uma disponibilidade para a minha família que nos últimos anos não tive, trata-se de um projecto que me é muito querido e que vou ter todo o gosto em colaborar, pois tratando-se do Santa Cita, um clube com características únicas, composto por gente séria, gente que tem paixão pelo hóquei, gente que sabe o que quer e para onde quer ir, é motivo para regressar às minhas origens de treinador de formação, coisa que aliás me deu muito gosto este ano em Alenquer, treinar os juniores possibilitou-me voltar a provar esse gostinho tão especial, podendo assim dar o meu contributo, onde de facto os clubes deveriam de fazer as maiores apostas, pois um dos grandes problemas do hóquei em patins no nosso País, foi os clubes descurarem esse aspecto, veja-se por exemplo a importância de um treinador como o Victor Silva estar envolvido com os escalões jovens do seu clube, falo do Óquei de Barcelos, sem desprimor para ninguém.
Portanto o futuro vai ser mais sossegado, pelo menos este ano, o que também me dará margem para olhar e preparar com calma o meu trabalho futuro, tendo em conta as novas regras e tudo o que isso implica em termos de preparação de novas baterias de exercícios, adequadas e adaptadas a tal exigência, coisa que aproveito par apelar aos técnicos, que aproveitem bem o que as novas regras permitem em termos de evolução táctica/técnica, em termos de novas dinâmicas de jogo e em termos de espectacularidade, que se aposte claramente em sistemas que tragam a modalidade de novo para a ribalta dos grandes espectáculos desportivos de pavilhão, sabendo que nenhum espectáculo resiste a tácticas demasiadamente defensivas.
Obrigado por teres dispensado um pouco do teu tempo e felicidades para a tua carreira, quanto a nós aqui no Mascote vamos estar atentos ao teu percurso, pois serás sempre um dos nossos. (Alenquerense).

quarta-feira, julho 1

GRANDE ENTREVISTA-SÉRGIO ALEXANDRE

Após termos tomado conhecimento do plantel da equipa do Tigres de Almeirim para a próxima época e no seguimento do que fizemos no decorrer desta época relativamente ao Vialonga onde militavam diversos elementos de Alenquer, vamos acompanhar aqui no Mascote todo o percurso do Tigres de Almeirim, pois vai ser treinado por um Alenquerense, Carlos Garção, vai ter no plantel um jogador de Alenquer, João Patrício. Também vai fazer parte do plantel Ivo Saldanha que nos últimos anos envergou a camisola do Alenquer, tendo mesmo ganho o Prémio Mascote Dino da temporada agora finda. O preparador físico vai ser o Prof. Xavier que muitos anos esteve em Alenquer e a chefiar o hóquei do Tigres vai estar Sérgio Alexandre, antigo jogador, director, presidente e seccionista do Alenquer e Benfica.
Mascote Dino contactou este último para nos dar uma breve entrevista, ao qual Sérgio Alexandre nos respondeu afirmativamente. Segue a seguir as palavras do futuro Responsável pelo Hóquei do Tigres de Almeirm que vai disputar o campeonato Nacional da 3ªDivisão:

Como Surgiu este convite por parte dos Tigres de Almeirim ?
Ainda decorria a época anterior quando com alguma surpresa minha que fui abordado pela direcção dos Tigres e muito em especial pelo Dr. Jorge Veiga Dias para realizarmos um projecto para esta época tentando reabilitar o Hóquei em Almeirim.
Em princípio hesitei porque para ser sincero não estava a espera mas depois de algumas reuniões e de ver ambição das pessoas e o seu entusiasmo acabei por aceitar este convite que me deixa bastante orgulhoso e satisfeito.

Exactamente, quais vão ser as tuas funções no clube?
As minhas funções passam pela gestão da equipa Sénior em consonância com a direcção a equipa técnica e os jogadores.

Depois do Alenquer, mais uma vez a dupla Sérgio/Garção, isto tem alguma razão especial?
Talvez, foram alguns anos que trabalhamos juntos e eu nunca escondi a minha admiração pelo Carlos Garção enquanto técnico e pessoa.
Por isso não admira que ele tenha sido a primeira pessoa que tentamos contratar para este projecto porque em nossa opinião é a pessoa certa. De resto deixa-me dizer-te que quando podemos ter o melhor e ele está disponível para trabalhar connosco, á que aproveitar.

Este plantel é o desejado ou o possível?
É o plantel possível mediante as possibilidades dos Tigres de Almeirim e levando em conta que não é fácil fazer uma equipa para a terceira divisão e a conjuntura económica também não favorece.

Quais os objectivos dos Tigres para a nova época?
Fazer um trabalho honesto que dignifique o hóquei dos Tigres e a região de Almeirim encarando jogo a jogo sempre com ambição de vitória e as contas depois fazem-se ao fim.

Já sabem em que zona vão jogar?
Ao que tudo indica zona centro.

Ao plantel faltava mais um defesa, já podes adiantar o nome desse elemento?
Em breve iremos divulgar o nome desse jogador.

Este projecto é para ir até onde?
Temos que ter a consciência que é um trabalho que arranca da estaca zero, são pessoas novas numa casa nova com uma equipa jovem e com jogadores que se juntam este ano para criar uma equipa e um grupo de trabalho.
Por isso as dificuldades vão ser acrescida, sabemos que as pessoas esperam muito de nós e não as queremos desiludir.
Por isso o nosso objectivo principal é tentar dar as alegrias que tanto os sócios e a direcção esperam.
Vamos prometer muito trabalho, espírito de sacrifício e o maior respeito pela camisola dos tigres, sempre com o objectivo de ganhar jogo a jogo.

Queres deixar aqui algumas palavras para os sócios e adeptos dos Tigres de Almeirim?
Nesta fase em que o Hóquei dos Tigres passa por profundas remodelações é muito importante todo o apoio dos sócios e adeptos. Gostava de ver o apoio deles traduzidos em moldura humana no nosso pavilhão unidos no incentivo e apoio a esta equipa.
Da nossa parte prometemos dar o nosso melhor e muito trabalho para dar as alegrias a eles que tanto esperam.
Muito Obrigado pela entrevista e felicidades para esta tua nova aventura, podes sempre que achares conveniente utilizares este espaço par divulgares notícias dos Tigres.
ÚLTIMA HORA: Depois de Sérgio Alexandre nós ter dado esta entrevista chegou-nos o nome do defesa que faltava para fechar o plantel, Gonçalo Ferrão ex. Nafarros.